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Análises

Jogamos: Yatagarasu Attack on Cataclysm

Como todo fã de jogos de luta oldschool, fiquei muito interessado em Yatagarasu Attack on Cataclysm desde seu anúncio. Era um jogo para prestar atenção, afinal o jogo prometia trazer a grande maioria dos elementos que me aproximaram desse estilo. Falar sobre este jogo é algo que realmente me dá prazer, tem suas peculiaridades positivas e negativas.

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YAoC, levou cerca de seis anos para ser produzido já que os desenvolvedores usavam o seu tempo livre para trabalhar no game. A coisa começou a ficar séria quando eles lançaram uma campanha de crowdfunding para o jogo e mesmo com o atraso de dois anos o jogo finalmente está pronto. Preciso destacar a participação de Ume-Zomo que foi competidor e nota-se que o sistema de parry é seu grande legado ao jogo.

A história do jogo é centrada em um grupo revolucionário nacionalista japonês que tenta dar um golpe de estado. O grupo age nas sombras e consegue calar basicamente todas as formas de expressão. Como reação o governo manda um pedido para uma organização secreta chamada “Igasei” para começar um programa de assasinatos chamado: “Yatagarasu” e eliminar os cabeças que iniciaram o golpe de estado.

O jogo tem uma leque de 11 personagens com golpes variados e mecânicas de jogo diferentes. O que dá pra sentir é que o jogo é uma viagem nostálgica a era de ouro dos jogos de luta. Com uma boa variedade de combos, de simples e de execuções mais complexas.

Na questão visual, a influencia de alguns jogos que obviamente quem já os conhece percebe não é a toa o estúdio que faz a arte 2-d foi responsável por alguns jogos da série King of Fighters.

 

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As mecânicas do jogo são seu ponto mais forte, com o foco em um cenário mais competitivo o combate do jogo é o que ele tem de mais atraente para oferecer. Como já foi dito o jogo tem um sistema de parry e quatro botões, sendo dois socos e dois chutes. Algo que sempre me questionei na série Street Fighter se realmente havia a necessidade de ter seis botões para soco/chute. Mas aí é outra questão, não é?

Os personagens são bem variados, apesar do pouco número, apenas 11. Cada um tem uma identidade distinta e mecânicas diferentes. A efetividade dos combos não é algo que incomoda a curto prazo também. Praticando, olhando a lista de movimentos com certeza o jogador domina rapidamente os movimentos de cada lutador. Nessa dinâmica, os combates nem sempre são definidos para aquele que consegue fazer o combo mais complexo, mas sim para o jogador que consegue executar melhor suas jogadas. Por isso posso afirmar que tive momentos de diversão jogando YaOC.

Conversamos também com a Nyu-Media,  a empresa que publicou o jogo.

 

GonQuais são as expectativas de vocês em relação ao game?

Seon: Queremos que o jogo venha a se tornar uma verdadeira estrela nos jogos de luta indie e estabelecer uma relação positiva com a comunidade dos jogadores de Yatagarasu em todas as camadas.

Gon- Vocês tem planos de publicar mais jogos?
Seon: Vamos continuar publicando mais jogos do catalogo da Astro Port, alguns shooters nos próximos meses e ainda temos alguns projetos em estágios iniciais que ainda não podemos falar.
Gon- E por fim, veremos mais conteúdo de YAoC ainda este ano?
Seon: Com toda a certeza, GGPO esta a caminho e será implementado em alguns meses. Em termos de conteudo, não podemos prometer personagens extras para agora, mas junto com a comunidade e os developers , vamos melhorando  Yatagarasu AoC com o tempo.

Absolutamente recomendamos o jogo para todos aqueles que curtem um jogo de luta clássico. Que sente saudades de SF3, KoF e ainda espera mais jogos da série BlazBlue. Definitivamente vale a pena.  

Rafael "Scarface" Luerce

PC Gamer desde a adolescência, vindo de uma geração onde quem jogava Diablo e Planescape: Torment era feliz.

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