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Análises

Jogamos: Dark Souls II

O fogo um dia se acendeu novamente, mas como todos os ciclos, ele chegou ao seu fim. Uma era de trevas se iniciou novamente, e com ela, Dark Souls II toma lugar.

Diferente de Dark Souls 1, que se passa em Lordran, Dark Souls 2 se passa em Drangleic, uma terra distante, muito, muito tempo depois do seu jogo antecessor. O tempo suficiente para que, independente das suas escolhas finais no primeiro, o fogo já tenha sumido e a maldição dos amaldiçoados e vazios volte a assolar a terra.
Uma terra de vários reinos, reis, rainhas, onde várias batalhas foram tramadas. A história não decepciona em nenhum momento em comparação ao primeiro Dark Souls.

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  • JOGABILIDADE

Apesar de várias habilidades e equipamentos serem os mesmos do primeiro jogo, ele tem algumas peculiaridades únicas.
Dark Souls 2 é mais lento do que o primeiro jogo, tanto em movimentação em ações quanto uso de itens. Por exemplo, agora ao fazer um parry que normalmente iria deixar o inimigo parado por um momento em pé para receber seu ataque especial, agora você vai derrubar o inimigo ao chão, te dando muito mais tempo para realizar uma ação. O Estus Flask agora também leva mais tempo para regenerar sua vida, ao invés de uma regeneração rápida como o jogo anterior.
O hitbox do jogo ainda não é um dos melhores, mas é teve um avanço de jogo para jogo. O que é bem legal, já que o jogo fica mais interessante no seu multiplayer.
Os inimigos já não se repetem tanto, em comparação as outras coisas que você provavelmente já vai encontrar no jogo anterior. Agora armadilhas pelo cenário também são bem comuns, o que é bem interessante para um jogo como Dark Souls, e é algo que deveria ter sido mais aproveitado no primeiro. Use alavancas aqui e ali para ferrar seus adversários, sejam eles mobs ou outros jogadores.
Os chefes de fase também são mais variados, com umas similaridades aqui e ali, as vezes de proposito para fazer referência ou ligação, mas nada que não seja bem sutil.

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  • DIFÍCIL…DE UM JEITO DIFERENTE

Dark Souls 2 tentou uma abordagem diferente de dificuldade do que o seu primeiro jogo, indo além de inimigos dificeis e mapas complexos para um entendimento de jogabilidade diferente e mais complexo.

Em Dark Souls 2, você sempre que morrer irá nascer com uma porcentagem a menos de sua vitalidade total (chegando até 50%), assim como você começará com apenas 1 Estus (no outro jogo você começava com 5).

Mas, isso quer realmente dizer que o jogo está difícil? Para os jogadores mais hardcores, infelizmente, não. Novos itens podem deixar a jogabilidade bem mais fácil sem dificuldades. Existem vários meios de abusar também do seu controle de vida, almas, e até mesmo chegar em um ponto em que você não perde as almas ao morrer.

Além disso, diferente do Dark Souls 1 que você podia apenas usar dois anéis com efeitos especiais, nesse você pode usar quatro.

Quanto a itens abusados, em Dark Souls 2 você pode encontrar um item chamado ”Lifegem”, que pode ser comprado em qualquer lugar, que carregado aos montes, vai te garantir vida sempre que quiser, independentemente de quantas cargas no Estus você tiver.

E para acrescentar, você pode se teleportar não só para todos os mapas, mas todos os checkpoints de bonfire do jogo desde o começo. Os atalhos do primeiro jogo perdem o sentido.
A versão Scholars of the First Sin ainda peca em desesperadamente tentar fazer um jogo mais difícil sem muito ter sido pensado, além de relocalização de inimigos.

Mas, falta de dificuldade não quer dizer falta de qualidade, então, vamos para o que interessa…

 

  • A POLEMICA

The_PursuerÉ bem provável que ao perguntar para um fã de Dark Souls se esta continuação é valida jogar, ele irá responder algo como ”O primeiro é melhor”. Mas, porque?

Dark Souls 2 foi feito com uma equipe diferente na From Software do primeiro jogo, chamada pelos fãs de ”Time B”. Muito peso disso vêm com o fato de Miyazaki, diretor de Demon Souls e de Dark Souls não fazer parte da equipe de criação e apenas ser um supervisor de como a história e coisas andavam.

Dark Souls 2 tem, além de tudo, um design de nível bem diferente do primeiro. Com cenários bem mais verticalizados, com mapas que você percorre por um bom tempo, do que cenários mais complexos interconectados, onde você ao longo do jogo abriria um atalho para voltar a outro lugar que você já havia esquecido.

O jogo não é pobre em detalhes, ou história, mas deixa um pouco a desejar ao primeiro em termos de criatividade.

 

 

Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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