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Análises Reviews Steam

Jogamos: Superhot

Pegue um FPS minimalista, com uma estética interessante, misture uma mecânica que traga um nível de estratégia ao velho FPS batido, misture com filosofia e metanarrativa que fuja aos clichês comuns, tempere com bastante inspiração em jogos e filmes como Max Payne, Braid, Matrix e Tarantino e John Woo e Voilá! Você tem o SUPERHOT.
Venho acompanhando esse jogo desde quando surgiu em um daqueles Indie Jams, onde os desenvolvedores tem poucos dias para conseguir publicar um protótipo viável de jogo.
Alguns meses depois, conseguiram iniciar uma campanha no kickstarter, para financiar o desenvolvimento e publicação do jogo, inclusive oferecendo um protótipo acessível pelo Browser para deleite dos fãs.

Passaram-se alguns anos e finalmente SUPERHOT saiu do Greenlight, e no momento que escrevo esse texto, esta, merecidamente, em primeiro lugar na lista de mais vendidos da STEAM.

Com sua arte e estética única, o jogo é basicamente a união perfeita entre dois tipos de jogos distintos, FPS e Puzzle (Quebra cabeças). Você faz o papel de um jogador que recebe via um Sistema Operacional parecido com o antigo DOS (saudades…) Um jogo “crackeado” chamado superhot.exe. Quando executado, te coloca em cenas de combate criadas como takes de Tarantino meets John Woo, onde você tem que fazer um balé de ação, usando o ambiente como arma (i.e jogando uma garrafa na cabeça do inimigo, e tomando sua arma de fogo) e desviando de balas, conseguir eliminar todos os inimigos, sem ser eliminado por eles. Com níveis cada vez mais dificeis, porém nunca sinto que o jogo esta “roubando”, devido a mecânica, eu percebo que a culpa é minha, por não ter pensado estrategicamente de forma a eliminar todos os inimigos, especialmente para um velho Panda como eu, com dedos e neuronios de um velho ranzinza, que jamais conseguiriam efetuar esses feitos em tempo real, o jogo é uma benção!
O tamanho da campanha é o ideal (cerca de 30 “cenas”) o que dá mais ou menos o tamanho da campanha do Portal original, me deixou com vontade de um SUPERHOT 2, mas os desenvolvedores colocaram modos de jogo diversos, como o endless, como o próprio nome indica, ondas cada vez maiores de inimigos te forçam a extrair o máximo de economia de movimentos e ultraviolência, necessárias para sobreviver o máximo possível, e o meu modo alternativo favorito, o Challenge Mode, que te força a repetir certas fases do jogo normal, porém com desafios específicos, como usar um certo tipo dea arma, terminar abaixo de um determinado tempo, etc.
Além disso, o jogo possui um editor para compartilhar seu “balé ultraviolento” nas redes sociais, inclusive em um site específico para isso, chamado “KILLSTAGRAM.COM”
SUPERHOT é um clássico instantâneo, recomendado para todos, sem restrição, mesmo aqueles que torcem o nariz para FPS em geral, ou aqueles que não curtam jogos cerebrais, a mistura dos estilos consegue ser inovadora e viciante!

ANALISE: 5/5

PS: Se você quiser testar antes de comprar, aqui esta  o link do Protótipo do jogo: https://superhotgame.com/play-prototype/ recomendo o Firefox, visto que o Chrome não consegue rodar.

Cristiano Guião de Freitas

Panda é um veterano da primeira guerra dos consoles (Odissey² 4 Life!) que ainda sente saudades de apanhar de trombadinhas no fliperama! perco o dente mas não perco a ficha!

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