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Análises

Jogamos: Syndrome

” Um jogo atmosférico de peso que promete ser um poderoso rival de recentes sucessos como ”SOMA” ”


Syndrome é um jogo de terror em primeira pessoa que te coloca no papel de um sobrevivente em uma nave espacial abandonada. O protagonista sobreviveu vários anos em estado de criogenia e acorda para encontrar a nave em que habitava totalmente sucumbida a alguma anomalia.

Por ter passado muito tempo adormecido, suas memórias são um pouco distorcidas (efeitos do cryosleep) e pelo começo do jogo você vai precisar contar de alguns flashbacks e anotações antigas da tripulação para entender um pouco do contexto.

Um foco surpreendente e que não parece algo tão bem aproveitado no marketing do jogo, é seu desempenho com a narrativa. Não só a lealdade de construir um cenário mas dar vida nele por vários aspectos, tanto quanto locais bem colocados pelo mapa quanto por personagens espalhados por ele, em conflito, te deixando indeciso em quem confiar, somando a falta de memória do personagem que reflete bem com o jogador, que também não sabe de nada que está acontecendo. Não pense que Syndrome é só um jogo de jumpscares.

Também não ache que o jogo vai simplesmente te dar alienígenas para atirar toda hora. O jogo trabalha mais com sua ambientação sim, mas sem forçar sustos bobos toda hora. Quando você encontrar o inimigo (não é um processo rápido como você vai ver no vídeo acima) estratégia e concentração vão ser muito mais necessários para derrubar o ”monstro” do que simplesmente sair distribuindo bala.

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O que eu mais gostei (e ao mesmo tempo odiei, por ter medo de jogos assim) é a imensidão da nave. É algo como a USG Ishimura de Dead Space ou principalmente a USCSS Nostromo do Alien (1979). Não é só uma nave com espaço bem linear e que você vai explorar tudo rápido. A exploração é aberta, mas limitada, mas isso não impede que você se perca em vários andares, salas, corredores, pavilhões… enfim, é um ótimo lugar espaçoso para você brincar de gato e rato. Infelizmente, você é o rato.

Sua tela limpa de ícones ajuda também na imersividade do jogo e você se sente trancafiado naquele ambiente confuso e assustador junto ao protagonista. Procurando respostas e segurança, Syndrome vai conseguir te prender em um gameplay que consegue te distrair em coletas changelogs para entender a história, puzzles para chegar a certo lugares, pulinhos de medo de alguma lata rolando no chão e é claro, seu monstro do dia a dia pulando na sua cara.

Um jogo atmosférico de peso que promete ser um poderoso rival de recentes sucessos como ”SOMA” e talvez fazer parte de um grande ressurgimento de jogos de qualidade de terror que não forçam demais qualquer tipo de clichê já super usados. Syndrome é um indie que surpreende.

Dê uma olhada no nosso vídeo e tira suas próprias conclusões!

OBS: O vídeo é apenas os primeiros minutos. Não espere monstros e muita ação, mas também sinta-se livre de spoilers!





 

Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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