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Análises

Jogamos: The Final Station

Se você viu esse indie aparecendo sempre em destaque na sua loja da Steam, entenda aqui porque um jogo simples e pixelado conseguiu chamar tanta atenção!

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The Final Station é um jogo de side-scrolling bem simples, sem complexidade de botões ou mecânicas, desenvolvido pela Do My Best e distribuído pelos nossos amigos da TinyBuild (Speedrunners,  Hello Neighbor. etc).

Você é um simples condutor de trem, levando pessoas ou cargas de ponto a ponto. Tudo simples de começo, até que você começa a notar coisas estranhas acontecendo em cidades diferentes que você viaja. Não muito depois no jogo, aparentemente o mundo inteiro começa a entrar em colapso devido a algum tipo de ”ataque”.

Você, como um passageiro, fica desorientado com o que está acontecendo conforme você viaja pelas cidades e as pessoas que restaram também estão bem confusas com o que está acontecendo – algo muito legal do jogo, coloca o jogador e o protagonista em uma tensão que raras mídias que tratam de inicio de cenários ”apocalípticos” conseguem – até que você começa a encontrar criaturas de forma humana, mas totalmente sem consciência e de uma forma meio ”zumbificada”.

O ”acontecido” começa a ficar um pouco mais claro conforme você viaja e encontra outros sobreviventes que começam a dialogar durante suas viagens. Tudo parece ter sido um tipo de invasão alienígena e não parece que foi a primeira vez que isso aconteceu, já que muitos mencionam a ”primeira visita”. Mas a história do jogo é realmente o seu ponto forte, então jogue para entender o resto e experienciar a tensão que um side-scrolling 2d consegue te dar.

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Quanto a jogabilidade de The Final Station, não existe tanta inovação no combate. Você precisa ser mais estratégico do que sair atirando para todos os lados: a munição é bem escarça, então você vai precisar saber se realmente vale a pena matar alguns inimigos, e se decidir realmente matar, saiba economizar munição fazendo isso, principalmente em um grupo grande de inimigos (dos quais você provavelmente não vai conseguir aguentar, já que é um jogo bem ”difícilzinho”).

Apesar da maioria dos side-scrollings limitarem bastante um certo tipo de jogo de exploração, The Final Station consegue fugir disso colocando áreas secretas, tanto subterrâneas quanto em topos de prédios e viradas em ruas. Explorar em The Final Station é bem legal e você é recompensado com munição, comida, vida e até mais passageiros.

Falando em passageiros, você tem a opção de ir ”recrutando” passageiros para suas viagens. Eles te dão alguns itens, mas o seu maior valor talvez seja os diálogos que uns tem com os outros, trazendo um pouco mais de coerência para a história. Ah, mas tome cuidado, é importante você ter vida, comida e saber administrar o seu trem nas viagens, caso algum passageiro esteja sofrendo por fome, doença, etc.

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Apesar do suporte, o jogo é um pouco ”não jogável” no controle. A mira, que é um fator muito importante quando você quer matar inimigos com headshots, é muito difícil de ser precisa, quase como se você tivesse apenas algumas opções de lugares para mirar, enquanto no mouse você tem a liberdade de mover a mira no angulo que bem entender.

The Final Station é um indie que consegue trazer um clima de sobrevivência muito intenso que faz com que o jogador se sinta preso junto com o protagonista em um cenário pré-apocalíptico bem desolador. O jogo está totalmente em português-BR então não tem por que você não dar uma chance ao jogo!

Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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