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Jogamos: Dark Souls III – The Ringed City (Sem Spoilers)

A close to the Age of Fire...

IMPORTANTE

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The Ringed City é a segunda e última expansão de Dark Souls III, o que muito possivelmente significa que este é o último conteúdo que iremos receber da franquia de maior sucesso do momento da From Software. A expansão foi lançada nesta terça-feira (27/03) para PC via Steam e quarta-feira (28/03) para Playstation 4 e Xbox One no mundo inteiro.

 

 

A Cidade Anelada

Ringed City começa bem parecida com a primeira expansão, Ashes of Ariandel. A primeira área ”Ruínas” é bem linear e agressiva tanto com inimigos quanto com o próprio ambiente. O que a primeira área tem de melhor é a surpresa para novos jogadores e cenários que irão fazer referência direta a outros jogos da franquia, mas sua linearidade e dificuldade tornam a exploração bem desagradável assim como os itens espalhados pelos mapas mostram logo que fazer isso e se arriscar não vale a pena.

Felizmente, tudo isso muda totalmente depois do primeiro chefe e a expansão finalmente ”começa” quando você acessa a Cidade Anelada, o lugar que dá o nome para a expansão do jogo.

Na Cidade Anelada toda a linearidade e limitações em exploração da primeira parte vão ser facilmente esquecíveis nos diversos atalhos, nas várias fogueiras e vários caminhos que você poderá pegar. Se perder ali é muito fácil e após várias e várias horas jogando, ainda não consigo fazer tudo sem me perder ao menos uma vez. Se for para comparar agora com Ashes of Ariandel, só a primeira parte da Cidade Anelada caberiam dois ou três de todas as áreas de Ashes of Ariandel.

O level design do jogo também avançou bastante na Cidade Anelada e mostra que mesmo com tudo de ponta-cabeça, revirado e destruído, a From Software consegue mostrar cenários plausíveis a distância que o jogador poderá explorar no futuro da sua aventura. E diferente das Ruínas, a Cidade Anelada te recompensa em procura por itens, atalhos e até mesmo NPCs que estão escondidos assim como invasões, várias invasões de NPCs. Leve uma ember.

Os Inimigos

Para uma expansão que adicionou tanto, mais da metade dos novos inimigos são bem esquecíveis. Para começar você vai dar de cara com alguns hollows tomados pelo abismo (talvez?) que não param de aparecer, então ficar e brigar com eles não é legal e nem gratificante; em seguida, você encontrará um guerreiro gigante de Lothric, que estão espalhados pelo resto da expansão. Eles são difíceis mas não são uma luta legal e nova também, parecem uma versão dos Anjos de Lothric com mais vida; e por falar em anjos, o que irá te fazer quebrar o controle e odiar a expansão de primeira serão os Anjos espalhados pelas ruínas. Seus golpes são difíceis de desviar e ser pego sem um abrigo para se proteger é garantia de morte certa, mas, assim que você descobrir como matar um, eles não retornarão.

Quanto aos inimigos mais a frente temos alguns inimigos moscas chamados de ”Abaddon”. Você até encontra um amigável que te conta histórias que se assemelham a personagens que você já encontrou em todos os três jogos da série; mas o que realmente é bom de inimigo novo, são os Cavaleiros Anelados que agem como uma fusão dos Silver Knights e Darkwraiths. Existem pelo menos três tipos diferentes espalhados por toda a Cidade Anelada, e por mais que não sejam inimigos impossíveis, lutar com os que utilizam escudos grandes pode ser um pequeno desafio, mas nada que te deixe morrer várias vezes se souber dar um backstab.

Durante a expansão você será invadido por NPCs várias e várias vezes, não se esqueça de todo lugar estar com uma ember ativa, ou você irá perder encontros únicos de NPCs novos, antigos e de até outros jogos!

Os Chefes

Não iremos falar muito detalhadamente de quem os chefes são, mas no total são quatro.

O primeiro é o morcego que você viu nos trailers da expansão e ele fecha a primeira e pequena parte da expansão. É uma batalha de dois inimigos ao mesmo tempo que no final termina em outro, mas não se assuste, eles não são tão difíceis assim. Saiba qual matar primeiro, decore os movimentos de cada um e pronto. Você pode chamar dois NPCs para a batalha.

O segundo chefe ainda preciso entender e aprender mais sobre ele, mas tudo o que deu para se entender é que se trata de um chefe parecido com o Old Monk de Demon’s Souls ou o Looking Glass Knight do Dark Souls 2, onde o chefe irã chamar um jogador para ajudar ele a te derrotar. Por mais que você não seja um jogador bom em PvP, você poderá se curar e ele não! Mas no final se trata de sorte de quem irá cair contra você. Depois de derrotar ele você pode brincar de ajudar o boss também.

O terceiro é opcional e já é um chefe muito, muito mais difícil do que os dois primeiros. Para encontrar ele você precisa fuçar bastante a Cidade Anelada e progredir até certa parte do mapa, então, não deixe de explorar!

O quarto e último definitivamente não daremos detalhes para estragar a diversão, mas, é uma luta digna de se fechar a franquia inteira.

The Ringed City é uma ótima expansão e compensou bem a falta de conteúdo da primeira. Ela consegue colocar um final para o Dark Souls e ainda assim apresentar novos personagens, mapas exploráveis como de um jogo totalmente novo e trabalhado por anos, itens que mudarão totalmente como novos jogadores irão jogar e batalhas que serão lembradas para sempre.

Infelizmente muito ainda foi deixado para trás em termos de explicações e tanto o inicio quanto o final da expansão deixam o clima mais Dark Souls possível ”Foi isso? Era pra ter uma cutscene?”. Era de se esperar que muita, muita coisa fosse deixada para a interpretação, afinal, os fãs preferem assim, mas mesmo assim, foi exagerado o número de perguntas sem respostas no final da última expansão do último jogo.

 

The Review

90% O final da Era do Fogo

PROS

  • Áreas enormes
  • Quatro chefes bem únicos
  • Novos NPCs e Side Quests
  • Fan service no nível adequado para fãs antigos
  • Várias e várias horas de jogo e conteúdo

CONS

  • Muita coisa inexplicada deixada para a mente
50%
Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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