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Jogamos Infamous: Second Son

A cidade de Seattle está sobre lei marcial. O Departamento de Proteção Unificada, comandado por Brooke Augustine instaurou seu governo facista em uma população sem meios de se defender, abusando de seu poder para aprisionar aqueles com habilidades mutantes. Drones patrulham os céus, pontos de verificação invasivos detém suspeitos de “Bio-terrorismo”, e câmeras de segurança de ultima geração monitoram as ações de todos os cidadãos tipo um big brother do mal. É uma cidade construída sobre o medo. Os cidadãos aceitam sem resistência os seus novos feitores por que agora tem medo de seus vizinhos e amigos agora imbuidos com poderes.
Quando o protagonista Delsin Rowe descobre que ele consegue absorver os poderes dos outros, ele entra em uma sociedade pré-disposta a derramar seu ódio sobre ele.
Você irá lutar contra aqueles contra você? Ou irá libertar os cidadãos de Seattle das correntes de uma ditadura opressiva?

 

O mundo de Infamous: Second Son brinca com as recentes mudanças que tiveram lugar na nossa própria sociedade.
Ao oferecer um ponto de vista exagerado da visão “Segurança-Sobre-Liberdade” que assume parte do nosso dia-a-dia, nos mostrando o quão perigoso esse caminho pode vir a ser, e como é fácil quebrar a força de vontade das pessoas se a vida delas se manter confortável.
A moralidade binaria não mostra um angulo o qual podemos simpatizar com as ações do governo, e nos dá a liberdade de mudar essa realidade, seja por bem, ou por mal.

Enredo inovador e protagonista relacionável

Você vê a situação através dos olhos de Delsin o qual passou sua juventude grafitando, evitando a ira de seu irmão mais velho, Reggie, um policial com uma firme crença no que é certo e o que é ilegal. A imaturidade de Delsin é imediatamente um ponto visível no jogo, pois já começamos o mesmo fugindo da policia. Durante a primeira hora de Second Son, você está preso assistindo cutscene depois de cutscene estabelecendo a história que será contada, algo que parece como grilhões impedindo que você explore este mundo lindo. No entanto, uma vez que você está solto em Seattle, os problemas narrativos que assombram os primeiros momentos desaparecem e resurgem de uma maneira mais fluida e livre.

O primeiro poder que se absorve é o de fumaça, adquirido do condutor Hank, um criminoso fugitivo da ilha de Curdun Cay, o qual escapou. junto de outros 2 condutores, de um acidente de carro (causado por ele mesmo) durante uma transferência.

Através do poder da fumaça, você pode se transformar em um “fogo-fátuo” translucido em questão de segundos. Flutue sobre aberturas de ar para se propulsionar das ruas encharcadas de chuva para os telhados impressionantes, ou deriva como uma sombra etérea entre os cidadãos obrigando-os a temê-lo.
O movimento lento e metódico que definiu os outros jogos da franquia foram removidos, substituídos por uma velocidade frenética que você tem ao correr através desse mundo como um relâmpago consciente.

Nostalgia e fan-service, mas com varias novidades

Ao realizar as missões, Delsin tem várias maneiras de dispor de seus poderes e habilidades, muito similares aos de Cole nos outros jogos da franquia, em termos de controle e utilização de “recargas” periodicas, usando elementos do cenário. Jogadores dos primeiros jogos reconhecerão os elementos e os novos jogadores os aprenderão rápido.
Porém, nem tudo é reciclado, novas mecânicas de combate e movimento foram inseridas no jogo e os novos inimigos são mais desafiadores, sendo eles soldados modificados geneticamente para se tornarem condutores
No geral, a jogabilidade é boa, com uma câmera em 3 pessoa, movimentação fluida e combate frenético. Quem não jogou os antecessores pode se adaptar bem rápido.
E uma boa notícia para aqueles que não entendem muito de inglês, o jogo conta com dublagem e legendas em Português do Brasil, tornando-o mais acessível e de fácil compreensão.

Gráficos impressionantes

Os gráficos do jogo foram muito bem trabalhados pela Sucker Punch, mostrando parte do poder do console da Sony, contando com iluminação e sombras muitíssimo bem posicionadas e adaptadas, sendo o grande destaque nos efeitos visuais do jogo.
Porém, nem tudo é perfeito, apesar de contar com texturas e modelos impressionantes, as animações faciais em certas partes do jogo deixam a desejar (como na parte que Hank agarra Delsin pela primeira vez), em quanto em outras partes elas são extremamente bem trabalhadas (sim, eu estou falando da cena da bazuca, eu sei que você chorou nessa parte!)

Conclusões finais

Apesar de não ser um titulo muito recente, o jogo é extremamente atual e divertido, contando com uma história diferente (de uma maneira boa) e com jogabilidade inovadora e ao mesmo tempo nostálgica, sendo (na minha opinião) o carro chefe dos exclusivos de lançamento do PS4.
Sendo um jogo envolvente, bonito e extremamente divertido, a ausência de multiplayer nem é notada.
Vale muito a pena conferir se você ainda não o fez, proporcionando 2 maneiras de completar a história, (algo já conhecido da franquia) proporcionando uma longevidade bacana ao jogo.

E você? Qual sua opinião sobre o exclusivo do PS4? Deixe suas criticas e elogios nos comentários!

 

Rafael "Scarface" Luerce

PC Gamer desde a adolescência, vindo de uma geração onde quem jogava Diablo e Planescape: Torment era feliz.

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