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Jogamos: The Surge

Mais do que um Dark Souls cibernético

Seja você fã de jogos em geral, jogos com desafios e níveis de dificuldades elevados ou dos últimos sucessos e promessas da Focus Home Interactive, você deve ter cruzado por notícias de um ”Dark Souls cibernético” chamado The Surge. Bom, The Surge segue vários aspectos similares que você percebe que foram intencionais na hora de se imaginar este universo, mas é muito mais do que apenas mais um jogo no mercado que tentou seguir os passos de uma outra série de sucesso. Entenda:

Em The Surge você entra no papel de Warren, um homem que não anda que começa a trabalhar para a CREO, uma megacorporação que trabalha com tecnologias e avanços em robôs e melhorias tanto para o dia-a-dia das pessoas quanto para novas formas de unirem o trabalho modernizado e autônomo com o trabalho humano. No primeiro dia de trabalho na CREO, Warren fica inconsciente e acorda em uma das roupas da CREO de última geração, que possibilitam que Warren ande de novo. Nem tudo são boas notícias quando você descobre que o lugar inteiro está um caos, com pessoas mortas, sistemas falhando e uma escuridão gigante. Seu objetivo é descobrir o que aconteceu, com a ajuda de alguns NPCs que você encontra pelo caminho conforme você enfrenta vários inimigos diferentes, chefes e percorre o longo caminho da área da CREO.

De história isso é o máximo que posso falar sem estragar nada, mas, valem dois detalhes interessantes já para o jogo se você estava esperando um Dark Souls sci-fi: Você toma escolhas em diálogos com personagens, assim como consegue informações, e não, você não pode criar o seu personagem, Você é Warren, o que é um pouco chato apesar de ser importante pra história criada.

No começo, além de não poder escolher como seu personagem vai ser, ou até mesmo seu sexo, você só tem duas escolhas diferentes de como vai jogar o jogo: pesado com mais dano, mais ágil com menos dano. São escolhas bem fracas e falta de opções que já começam a decepcionar quem gosta de variedade em seus RPG’s, mas isso logo é recompensável com uma tonelada de novos itens que você pode ir equipando, melhorando e obtendo.

Diferente da maioria dos jogos onde você compra itens ou certos inimigos dão eles, em The Surge você precisa matar os inimigos em certas partes do corpo para obter seus itens. Por exemplo, você acha que um inimigo tem um capacete muito legal? Bata na cabeça dele até ter a opção de arrancar ela fora com um golpe irado que você pode conseguir aquele item para você. É algo bem original e com certeza muito, muito interessante fazer você mudar sua forma de abordar certo inimigo só pra conseguir uma parte de seu equipamento.

Apesar do jogo ser muito desafiador, ele não chega a ser um nível de Dark Souls. Seu maior problema vai ser entender suas mecânicas de itens, combate e implantes (algo que funciona como os mutagênicos do The Witcher), depois disso é apenas saber controlar seu personagem; algo que também é diferente de Dark Souls de uma forma muito boa, ao menos para os jogadores de PC: Apesar de ser recomendado o controle, jogar no mouse e teclado é totalmente viável. Ah, além disso você tem até um robozinho como pet que você pode ir melhorando. Legal, não?

Mas não se engane, o jogo não facilitar por querer mas dificulta quando quer: ao morrer você precisa voltar ao local de morte para recuperar suas ”sucatas” (não só um sistema parecido com o de Dark Souls, mas, as sucatas são os equivalentes as almas do jogo). O jogo não te ensina como matar um inimigo novo, e isso me fez perder belas e belas horas no primeiro chefe do jogo.

Por falar em inimigos, o jogo é bem repetitivo o tempo todo com inimigos, mostrando apenas variações de inimigos novos. Na segunda fase do jogo ele já começa a variar um pouquinho mais com robôs quadrupedes pra algo mais Horizon Zero Dawn, mas na mesma velocidade que você se alegra por ver um inimigo novo, a alegria some com mais uma tonelada dos mesmos inimigos.

The Surge é um ótimo jogo que recebeu já bastante amor do público. Apesar de ter muitas mecânicas e outras semelhanças com os jogos da From Software, ele não vai te matar a saudade da franquia possivelmente acabada de Dark Souls, mas isso pode ser bom para pessoas em busca de coisas novas. Sua originalidade é facilmente percebida e para um jogo de 20 horas +/- de duração com vários itens e desafios, The Surge é uma ótima aquisição para este ano na biblioteca de jogadores mais hardcores.

The Review

65% Exoesqueletos são legais

PROS

  • Ótimos visuais
  • Ótimas mecânicas de jogabilidade
  • Bem desafiador
  • Belos gráficos

CONS

  • Repetitivo em inimigos e alguns cenários
  • Pouca variedades de customizações de personagem além de itens
50%
Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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