Game Office Network - Gonbrasil
Análises

Jogamos Wonder Boy: The Dragon’s Trap

Wonder Boy: The Dragon’s Trap, ou “o melhor remake de um jogo clássico já feito” (como apelidei carinhosamente) se destaca em uma época com tantos remaster/remakes e outros vários “re’s” no mercado. Wonder Boy é originalmente uma franquia da SEGA, que conta com 6 jogos para Arcade, Master System e Mega Drive.

O jogo em questão é o Wonder Boy III: The Dragon’s Trap (1989) um jogo de plataforma side-scrolling que tem seu remake desenvolvido pela Lizardcube  e distribuído pela DotEmu. Ele traz animações, cenários e personagens desenhados à mão e trilha sonora reorquestrada. O roteiro e mecânica foram preservados, e isso pode ser visto enquanto jogamos a qualquer momento apenas alternando entre a versão 8-bits original. Vale ressaltar a adição da nova personagem jogável – Wonder Girl – nessa versão (obrigada pela representatividade Lizardcube!). Outro ponto positivo é a interface totalmente em pt-br. O jogo possui suporte pra diversos idiomas, mais do que a média dos jogos atuais.

No universo de Wonder Boy, após o herói vencer o Meka-Dragon ele é amaldiçoado pelo mesmo, sendo transformado em um homem-lagarto. Seu objetivo é encontrar a cura para a maldição e para isso deve explorar Monster Land enfrentando sapos, cobras, monstros, ninjas e os chefes. A cada chefe derrotado, Wonder Boy (ou Girl) muda sua forma para um novo animal, totalizando 5 formas: lagarto, rato, piranha, leão e falcão. Cada forma possui vantagens e desvantagens e força o jogador a mudar a jogabilidade que estava acostumado. A forma de lagarto tem movimentação e defesa limitada, mas ataca com um projétil de longo alcance; a forma de rato permite que escalar algumas paredes; a forma de piranha (em inglês piranhaman, mas parece mais um monstrinho aquático) pode nadar livremente em cenários aquáticos; a forma de falcão pode voar pelo cenário, mas perde vida ao encostar na água; e, finalmente, a forma de leão possui o ataque mais forte. Os cenários estão interligados, dessa forma o jogador pode explorá-los antes ou depois da maneira que quiser, ficando restrito apenas às áreas em que personagens específicos tem acesso exclusivo devido a sua mobilidade. Então lembre-se de explorá-los com todos os personagens!

Apesar do jogo ser curto (aproximadamente 5~6 horas), sejamos francos, todo mundo adora ver os clássicos que marcaram nossas infâncias tão bem representados atualmente com tamanha qualidade, e a Lizardcube fez isso maravilhosamente bem. Com cenários impecáveis, Wonder Boy compensa toda a limitação de hardware do original de Master System. Os novos cenários reimaginados com profundidade trazem grande imersão e satisfação ao ver o esmero dedicado ao jogo. A trilha sonora também é excelente, baseada na composição original de Shinichi Sakamoto e rearranjos por Michael Geyre, regravada com instrumentos clássicos.

Imagine se Zelda, Metroid e Mario tivessem um filho” – Lizardcube.

O que torna o jogo tão icônico é seu novo visual e trilha sonora, resgatando um sentimento nostálgico aos jogadores antigos e, ao mesmo tempo, despertando curiosidade de jogadores novos. Por ser tão fiel ao original, as mecânicas antigas foram mantidas e os “problemas” dela também. Por exemplo, alguns controles não são tão precisos, e a hit box (principalmente em chefes) parece um tanto falha em reconhecer alguns ataques. Nada que atrapalhe demais a diversão, dá pra se acostumar, principalmente os veteranos que já estão calejados (mas talvez seja um problema para os novos).

Wonder Boy: The Dragon’s Trap foi lançado em 18 de abril desse ano para consoles (Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One) e 8 de junho para PC (Steam e GOG)

Website:
TheDragonsTrap.com

The Review

90% Dá pra jogar com a Wonder Girl!

PROS

  • Excelente visual e trilha sonora
  • Personagem feminina
  • Desafiador como todo bom metroidvania

 

CONS

  • Gameplay curta
  • Alguns poucos problemas na mecânica (assim como no original)
50%
Rafael "Scarface" Luerce

PC Gamer desde a adolescência, vindo de uma geração onde quem jogava Diablo e Planescape: Torment era feliz.

Comentários