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Bomba do mês: Confira a história completa de Half-Life 3

[ATUALIZADO] Marc Laidlaw postou em seu Twitter chamando o roteiro de ”fanfic de um sonho que tive muitos anos atrás”. Mesmo que seja ”fanfic”, vindo do roteirista que faria o Episode 3 e que queria usar isso de história, isso não muda muita coisa na postagem original, certo?

 

Não é um click bait nojento, é isso mesmo que você leu no título. Marc Laidlaw, ex-roteirista da Valve que escreveu Half-Life e deixou a empresa a pouco tempo postou nesta madrugada (25/08) o que parece ser um resumão do que seria o Half-Life 3.

Você pode conferir a postagem que ele fez em seu blog clicando aqui. O link até se chama ”Episódio 3”. Por algum motivo Laidlaw mudou os nomes de personagens, não se sabe bem o por quê mas a galera rápida da internet já colocou os nomes que ele provavelmente quis se referir no lugar.

Segue abaixo uma tradução (feita de uma forma rápida por motivos de 2 horas da manhã) de algumas partes importantes. Vale lembrar que você pode conferir o texto inteiro em inglês ali em cima, mas como ele é grande, vamos evitar as partes que resumem os finais acontecimentos do Episódio 2 parte 2.

A primeira parte parece dar uma introdução de como Gordon e Alyx iriam para o Ártico, que era tão falado no Episódio 2, em busca do Borealis que poderia ser a arma de salvação ou um perigo nas mãos dos Combine.

”Nós tínhamos as coordenadas, transmitidas pela assistente de longa data de Eli, Dr. Judith Mossman, que nós acreditamos que marca a localização do receptáculo perdido de pesquisas, Borealis. Eli sentia que o Borealis precisava ser destruído ao invés de cair nas mãos dos Combines. Outros no nosso time descordam, acreditando que Borealis possuirá  o segredo para o sucesso da revolução. De qualquer forma, as discussões eram inúteis até que encontrássemos o Borealis. Portando, imediatamente depois dos serviços para Dr Vance, Alyx e eu embarcamos um helicóptero e fomos para o ártico; um grupo maior, na sua maior parte milicia, iria seguir em um transporte separado.”

Na postagem completa, o resto da viagem fica mais detalhada e aparentemente Gordon explica que onde chegaram já era uma área protegida pelos Combine. Em seguida, temos a chegada triunfal do Borealis e mais informações sobre o que a Dr. Mossman passou para a equipe:

”Este fenômeno bizarro no começo parecia ser causado por um sistema de lentes dos Combine, mas Alyx e eu logo percebemos que nós estávamos na verdade vendo o Borealis, teletransportando-se, aparecendo e sumindo na frente de equipamentos Combine. Os alienígenas abriram seu complexo para estudar e apreender o navio sempre que ele se materializava. O que a Dr. Mossman nos providenciou não foram coordenadas de onde ele estaria localizado e sim onde ele estava previsto para aparecer.”

 

 

Logo em seguida uma cena que só consigo ter em minha mente. Dr. Breen teve sua consciencia preservada:

”Neste momento nós fomos brevemente detidos–não capturados pelos Combine, como nós temíamos de principio, fomos capturados pelo nosso antigo inimigo, o conivente e duplicado Walle Breen. Dr. Breen não estava como nós havíamos visto ele pela últimas, isto é, ele não estava morto. Em algum momento, os Combine salvaram uma versão mais antiga de sua consciência e após sua morte física, eles colocaram sua personalidade reserva numa monstruosidade biológica que lembra uma lesma. O ”BreenGrub”, apés de ocupar uma posição de poder relativa na hierarquia Combine, parecia nervoso e assustado em me ver em particular.”

Temos mais coisa acontecendo, dessa vez detalhes da história no drama familiar de Alyx e Dr. Mossman:

”Não tão longe de onde havíamos sido detidos pelo Dr. Breen, encontramos a doutora Judith Mossman sendo presa em uma cela de interrogatório Combine. As coisas estavam tensas entre Judith e Alyx, como podem imaginar. Alyx culpou Judith pela morte do pai dela, notícia a qual Judith ficou devastada em ouvir pela primeira vez. Judith tentou convencer Alyx que ela era uma agente dupla servindo a resistência o tempo todo, fazendo apenas o que Eli havia pedido para ela, mesmo que isso significasse o risco dela ser vista pelos colegas de trabalho dela, ou por todos nós, como uma traidora. Eu estava convencido: Alyx nem tanto. Mas de um ponto de vista mais pragmático, nós dependíamos da Dr. Mossman; porque junto as coordenadas do Borealis, ela possuía as chaves de ressonância que seriam necessária para trazer o navio para o nosso plano de existência. ”

E se você ama Portal como eu e lembra da doca vazia no Portal 2, você vai amar em ver mais coisas relacionadas a Aperture acontecendo neste próximo parágrafo:

”O que aconteceu em seguida é ainda mais difícil de explicar. Alyx, Dr Mossman e eu buscamos controle do navio, sua fonte de poder e sala de controle. A história do navio provada não-linear. Anos antes, durante a invasão Combine, vários membros do antigo time de ciência, trabalho no casco de uma doca seca situação na Aperture Science Research Facility no Michigan, tinham criando algo que eles chamaram de ‘Bootstrap Device’. Se isso funcionar, deverá emitir um campo grande o suficiente para cercar o navio.”
 Mais coisas aconteceram dentro do Borealis, incluindo um combate pesado com os Combine. Em seguida, Gordon, Alyx e Judith entram em uma encruzilhada e as coisas ficam bem dark para o resto da história do jogo: Alyx queria destruir Borealis e Judith queria salvar o navio. Alyx então toma a decisão e mata Judith. Eles transformam então Borealis em um míssel viajante no tempo e miram ele no coração do centro de comando dos Combine. E aí as coisas ficam mais Half-Life com um rosto familiar:
”Neste momento, como você sem duvidas ficará sem surpresa de ouvir, uma ‘certa figura sinistra’ apareceu, na forma daquele G-Man.  Pela primeira vez, ele não apareceu para mim, mas para a Alyx Vance. Alyx não via o homem bizarro desde a infância, mas ela reconheceu ele, instantaneamente. ”Venha comigo agora, nós temos lugares para ir e coisas para fazer”, disse G-Man, e Alyx concordou. Ela seguiu o estranho homem cinza para fora do Borealis, para fora de nossa realidade. Para mim, não havia nenhuma porta conveniente aberta. Eu fui deixado sozinho, pilotando um receptáculo de pesquisa armado no coração do mundo Combine. Uma imensa luz brilhou. Eu observei o brilho da esfera Dyson. A vastidão do poder dos Combines, a futilidade da nossa resistência, floriou brevemente na minha consciência. Eu vi tudo. Mais do que tudo, eu vi a nossa arma mais poderosa, o Borealis, registrando menos do que a cabeça de um fósforo enquanto ele explodia em partes. E o que restou de mim foi ainda menos do que isso”
No final, temos um Gordon desmotivado com tudo o que viu. Desacreditado da resistência e sem entender bem tudo. Apesar de ser uma ótima história, muitas pessoas estão assemelhando este Gordon com Marc Laidlaw, desacredito com a Valve e o paragrafo final está sendo interpretado como uma crítica a empresa:
”E aqui nós estamos. Eu falei do meu retorno a esta costa. Foi um caminho tortuoso por terras que uma vez eu conhecia, e surpreso em ver como o terreno mudou. Tempo suficiente passou para que poucos se lembrem de mim, ou o que eu estava dizendo quando nos falamos pela última vez, ou o que nós estavamos tentando alcançar. Neste ponto, a resistencia haverá falhado ou conseguido, não graças a mim. Antigos amigos foram silenciados, ou caído para os lados. Eu não conheço ou reconheço a maioria dos membros do time de pesquisa, apesar de acreditar que o espirito de rebelião ainda persiste. Eu espero que você saiba mais do que eu sobre a ação apropriada, e eu deixo isso para você. Não espere correspondências minhas sobre os ocorridos. esta é a minha última carta.”

E aí, o que achou? Queria isso em um jogo? Agora, sem Marc Laidlaw no time, fica difícil. Mas ao menos você sabe como teria sido uma continuação para o Half-Life 2 Episode 2 de 2007, 10 anos depois de seu lançamento. Vale a ajuda nesta madrugada do nosso escritor Wallace ”Tabajara” Moura

 

Rian ''BlackDog''Duarte

Estudante de física, jogador casual e escritor com dislexia.

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