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Jogamos: Marvel vs Capcom Infinite

Marvel vs Capcom: Infinite é o quarto jogo da franquia Marvel vs Capcom e a quinto crossover entre os lutadores. Os jogos de luta da Capcom, tanto com o selo X-men, Marvel, Street Fighter e Marvel vs, fizeram parte de toda a minha vida, posso dizer que fez com que me apaixonasse pelo estilo e não ter ficado jogando plataformers e Rpgs minha vida toda.

 

A História

Apesar de muito criticismo em relação a história do jogo, acho que os roteiristas tiraram o máximo possível de um cenário tão pobre e confuso. Se analisarmos friamente, o universo Marvel tem coesão (embora existam controvérsias) e o universo da Capcom não. O que eu quero dizer é que cada personagem contido no jogo, proveniente da Capcom vem de um cenário único e com histórias que distoam de uma franquia para outro, como se fossem multiversos dentro do próprio universo.

Realmente ficaria muito complicado você reunir todos esses cenários de jogos em um único mundo, ainda mais em uma narrativa para um jogo de luta. Em Marvel vs Capcom:Infinite, Jedah vai atrás da Morte e oferece uma aliança, a qual traria muitas almas em seu benefício. Com isso, a única pessoa que poderia atravessar o portal seria o Ultron, e obviamente não há honra entre bandidos, acaba se fundindo com o Sigma, traindo Thanos, Jedah e juntando o universo Capcom e Marvel em um só.

A história é básica e com muitos clichés, muitos personagens e convenhamos, na própria franquia a história nunca foi o seu ponto forte. Mas posso afirmar, o modo história de Marvel vs Capcom: Infinite apesar de conter muitos diálogos vergonha-alheia, massaveismo desacerbado ainda é “infinitamente” superior a trama de Street Fighter V. Claro, não espere uma história roteirizada pelo Martin Scorcese, é um jogo de luta e no que se propõe a história é relativamente suportável.

Gameplay

Um dos meus maiores medos é que a gameplay fosse lenta e enfadonha como fora em Street Fighter V, onde o jogo é bem mais focado na defesa que no ataque. Eu como fã de jogos de luta agressivos e de certa forma ter esse estilo ao jogar um, fiquei bem satisfeito com o que Marvel Vs Capcom: Infinite se propõe.

Os combos foram bem simplificados e diferentemente de MvsC3, os “aerial starters” simples voltaram. Ou seja, todo mundo vai lhe jogar pra cima nesse jogo e  descer a porrada sem parar.  Em essência devo dizer que a gameplay é bem sólida.

Contudo, não necessariamente podemos dizer que o jogo é ótimo e/ou equilibrado. Ao mesmo tempo que o MvsCi tem um sistema sólido de combate, podemos dizer que o equilíbrio mandou um abraço.

Aquele spam maroto de MvsC3: Dante e Zero junta-se com o spam de Rocket Racoon. E é claro você vai perder um bom tempo tentando anular esses personagens menores e mais rápidos.  O sistema das joias do infinito é outra coisa bem desequilibrada, além destes personagens você vai encontrar várias pessoas usando a pedra da realidade tentando spammar um projétil que é a “habilidade especial” da mesma, na dúvida escolha a pedra do tempo  que cede uma esquiva e seja feliz. Ou se vire tentando esquivar pulando ou defendendo dessa chatice, haha.

Outra coisa que incomoda no jogo é como os especiais são parecidos. Praticamente todos personagens tem um maldito super hadouken, se a gente somar a falta de lutadores com a falta de criatividade para esses golpes temos uma grande falha: faltam variedades estratégicas.

 

Gráficos e Direção artística

Esse é um dos pontos que mais me chamaram atenção, negativamente diga-se de passagem. Até o segundo jogo da franquia Marvel vs,  e neste eu incluo Street Fighter vs Xmen, X-men: Children of Atom e Marvel Super Heroes. O ponto forte eram os gráficos, não necessariamente o fato de serem de ponta, mas sim de ter uma direção de arte impecável.

Lamentavelmente, parece que a franquia não achou seu lugar e estilo artístico ainda nesta transição dos gráficos desenhados para os tridimensionais. E se olharmos bem de perto não vemos grandes mudanças e evolução nos gráficos e expressões de MvsC 3 para o MvsCi.

A própria arte dos personagens nas telas de vitórias e seleção de personagens chegam a dar um desgosto em quem conheceu e jogou todos jogos da série. Posso afirmar categoricamente que os menus de seleção em Street Fighter vs X-men são superiores ao MvsCi, o que de fato não faz tanta diferença, mas é um detalhe que por si só é bem triste.

Outro ponto fraco são os cenários do jogo, são feios, genéricos e com um mundo tão rico, não consigo acreditar que essas eram as melhores opções possíveis, não falo nem das locações, e sim do resultado final de cada cenário.

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Conclusão

Marvel vs Capcom: Infinite é um jogo de luta bem competente no que se propõe, porém nem de longe é o melhor da franquia, as escolhas visuais e de personagens são bem duvidosas e fazem parecer que o jogo nada mais que é propaganda para o Universo Cinemático da Marvel e nem a gameplay sólida consegue segurar e prender a maioria dos fãs.

Outra coisa que me incomodou muito é fruto da Drm Denuvo, em cada final de partida ou quando um personagem morre, existe um slowdown violento que é característico deste Drm. O port em si não é tão ruim, mas o uso duvidoso dessa drm, sem uma otimização melhor, esse detalhe soma-se a todos problemas anteriores, tornando ainda mais difícil recomendar o jogo.

Não é só a falta dos mutantes que incomodam e honestamente para mim, se a direção de arte e todas estas falhas não existissem, duvido que alguém sentiria falta de Wolverine, Colossus, Cable, Fênix, Ciclope, não é?

Ironicamente, os personagens que faltam do universo mutante são justamente aqueles que trariam uma variedade maior na diferença dos personagens. A mesma falha de MvsC3 está presente em Marvel vs Capcom: Infinite: um bom crossover precisa de muitos personagens e sinceramente o modo história é bem descartável e espero que nos próximos jogos da franquia a Capcom deixe isso de lado e se preocupe em trazer uma experiência única de gameplay e fanservice tanto de suas franquias, da Marvel e é claro os fãs apaixonados por Marvel vs.

Eu posso dizer que a alegria de ter um novo Marvel vs está mesclado com a decepção do jogo estar aquém daquilo que as duas empresas podem oferecer em termos de qualidade.

Motivos para não comprar Marvel vs Capcom: Infinite

Falta de personagens clássicos (leia-se mutantes e personagens que não figuram o universo Marvel no cinema)

Direção de arte pobre

Falta de variedades estratégicas

Drm Denuvo (PC)

Motivos para comprar Marvel vs Capcom: Infinite

Gameplay Sólida

Nostalgia

Curva de aprendizagem bem fácil

 

 

Rafael "Scarface" Luerce

PC Gamer desde a adolescência, vindo de uma geração onde quem jogava Diablo e Planescape: Torment era feliz.

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